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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Peixe Anjo Imperador

Apresentando o resultado da enquete para decidir o centésimo peixe do blog. Foram 7 votos no total. O tubarão tintureira não recebeu nenhum voto. O tubarão elefante recebeu dois votos. O tubarão charuto recebeu 1 voto. O grande vencedor foi o cação raposa, com 4 votos. Então o centésimo peixe do blog será o cação raposa. Obrigado a aqueles que votaram, visitam o blog e escrevem comentários.

Imagem retirada de "O Fascinante Mundo Animal", IMP Online

Classificação:
Filo: Cordados
Classe: Osteichthyes
Ordem: Perciformes
Família: Pomacanthidae
Gênero: Pomacanthus
Espécie: Pomacanthus imperator

Este belo peixe é encontrado na costa da Austrália, nos Oceanos Pacífico e Índico Ocidental. Seu habitat são os recifes de coral.
Normalmente vive aos pares. Possui fortes dentes com os quais abocanha suas presas. Alimenta-se de corais, pequenos crustáceos, algas, esponjas marinhas, moluscos e vermes marinhos. Os machos são bastante territoriais.
Durante o acasalamento, a fêmea geralmente põe de 100 a 200 ovos em cima de uma rocha. O macho fertiliza os ovos assim que a fêmea os põe. O casal protege os ovos até que eclodam e os filhotes até que se tornem independentes. Tornam-se adultos com 8 a 12 meses de idade. A expectativa de vida é desconhecida em liberdade. É de 10 a 18 anos em cativeiro.
O peixe anjo imperador é muito apreciado como peixe de aquário. Não está ameaçado de extinção.

Curiosidades:
  • O jovem peixe anjo imperador possui uma coloração azul com círculos pretos e brancos. Pelo fato dos adultos e jovens possuírem cores tão diferentes, já foram considerados espécies diferentes.


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Lagosta Europeia

Esta foto é de uma lagosta empalhada no Museu de História Natural de Estocolmo, fornecida pela amiga Mitico Kobayashi.

Classificação:
Filo: Artrópodes
Classe: Malacostraca
Ordem: Decapoda
Família: Nephropidae
Gênero: Homarus
Espécie: Homarus gammarus

Esta espécie de lagosta é encontrada em quase toda a Europa e Oriente Médio. Seu habitat é a plataforma continental e os recifes rochosos.
Vive em buracos ou túneis escavados em substratos rochosos. Suas pinças tem tamanhos ligeiramente diferentes. Uma delas é usada para esmagar as presas, a outra é para manipular os alimentos. É um animal noturno. Alimenta-se basicamente de pequenos invertebrados marinhos. Suas presas incluem vermes, moluscos, estrelas do mar, pequenos caranguejos e peixes. Também come algas.
A fêmea carrega os ovos no abdômen durante 9 meses. Dos ovos nascem larvas planctônicas. Com seis anos de idade, após vários estágios de metamorfose, torna-se adulta. A expectativa de vida é de 15 anos.
A lagosta europeia é importante na indústria pesqueira. Ainda não está ameaçada de extinção, mas a sobrepesca pode comprometer a espécie num futuro próximo.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Tritão Marmoreado

Imagem retirada de "O Mundo dos Animais", Editora Nova Cultural

Classificação:
Filo: Cordados
Classe: Anfíbios
Ordem: Caudata
Família: Salamandridae
Gênero: Triturus
Espécie: Triturus marmoratus

O tritão marmoreado é nativo de Portugal, da França e da Espanha. Foi introduzido na Holanda. Seu habitat são os pântanos, represas e outros cursos de água.
É um animal noturno durante a fase adulta e diurno durante a fase de larva. Passa boa parte do tempo escondido embaixo de pedras ou troncos flutuantes. Alimenta-se basicamente de pequenos invertebrados.
As fêmeas são maiores que os machos. A época de reprodução depende da localidade em que vive. A fêmea põe de 200 a 380 ovos. Dos ovos nascem larvas. A metamorfose pode durar de dois meses até seis meses. Tornam-se adultos com cerca de 5 anos. A expectativa de vida é de 15 em liberdade e de 25 anos em cativeiro.
Em alguns países, o tritão marmoreado é criado como animal de estimação. Ainda não está ameaçado de extinção, mas poluição e destruição de seu habitat podem causar seu declínio, num futuro próximo.

domingo, 22 de outubro de 2017

Faisão Prateado


Foto tirada no Zoológico de Sorocaba.


Classificação:
Filo: Cordados
Classe: Aves
Ordem: Galliformes
Família: Phasianidae
Gênero: Lophura
Espécie: Lophura nycthemera

Esta bela ave é nativa da China, Tailândia, Birmânia e Vietnã. Foi introduzida no Havaí. Seu habitat são as florestas em montanhas.
Vive em pequenos grupos. Alimenta-se de sementes, frutas e insetos. As penas da fêmea possuem uma coloração acastanhada. O macho possui penas brancas com traços pretos.
A reprodução ocorre do começo de fevereiro até o final de maio. Nessa época, um macho acasala com várias fêmeas. Não faz ninho. Os ovos são postos no chão ou escondidos na vegetação. Cada fêmea põe 2 a 12 ovos, com período de incubação de 25 dias. Torna-se adultos com cerca de dois anos de idade. A expectativa de vida é de aproximadamente dez anos.
Em algumas localidades, o faisão prateado é criado como ave ornamental. Embora sua população selvagem tenha diminuído nos últimos anos, não está ameaçado de extinção.

Curiosidades:
  • O faisão prateado é muito conhecido na China. É parte muito importante na literatura, sendo representado em muitos desenhos antigos de simbologia religiosa. 

sábado, 21 de outubro de 2017

Salamanta

Para ler sobre um parente próximo, clique aqui.

Imagem retirada de "O Mundo dos Animais", Editora Nova Cultural

Classificação:
Filo: Cordados
Classe: Répteis
Ordem: Squamata
Família: Boidae
Gênero: Epicrates
Espécie: Epicrates cenchria

Também conhecida como uaçubói ou jiboia vermelha, esta serpente não-peçonhenta é encontrada nas Américas Central e do Sul, desde a Costa Rica até o Brasil. Seu habitat é próximo aos cursos de água.
Tem hábitos crepusculares e noturnos. Apesar de não ser arborícola, a salamanta é capaz de subir em árvores com desenvoltura, graças à sua cauda preênsil. Também nada muito bem. Alimenta-se basicamente de pequenos mamíferos e aves. Primeiramente, abocanha sua presa. Logo em seguida, enrola seu corpo em torno da vítima, matando-a por sufocamento.
É uma cobra vivípara. Sua gestação dura de 4 a 5 meses. A mãe dá à luz a até 20 filhotes.
Em algumas localidades, é criada como animal de estimação.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Zogue-zogue

Imagem retirada do jornal "Folha de São Paulo", 2010/2017

Classificação:
Filo: Cordados
Classe: Mamíferos
Ordem: Primates
Família: Pitheciidae
Gênero: Callicebus
Espécie: Callicebus cupreus

Este macaco é encontrado no Brasil, Bolívia, Equador, Peru e Colômbia. Seu habitat são as florestas tropicais e subtropicais, margens de pântanos e bambuzais.
É um primata predominantemente arborícola. Desce raramente ao solo. É um animal social. Passa boa parte do tempo cuidando do pelo de seus semelhantes e procurando comida. Alimenta-se basicamente de frutas. Come também brotos de bambu e insetos. Tem hábitos essencialmente diurnos. Usa vocalização para estabelecer a extensão de um território.
Forma casais fixos para a vida inteira. Em sinal de intimidade, um animal enrola sua cauda na do parceiro. A reprodução ocorre de novembro a março. A mãe dá à luz a apenas um filhote, após um período de gestação de 132 dias. Torna-se adulto com cerca de dois anos de idade. A expectativa de vida é de 25 anos.
O zogue-zogue é um importante dispersor de sementes. Não está ameaçado de extinção.

Curiosidades:

  • Primatologistas da Califórnia descobriram que os zogue-zogues podem sentir ciúmes de seus parceiros. Neste estudo, a fêmea foi separada de seu parceiro e colocada em um recinto com outro macho desconhecido. Tudo foi feito de forma que o macho analisado visse o "rival" perto de sua parceira. Foram detectadas alterações hormonais e cerebrais no macho que foi "separado".

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Peixe-lua

Imagem retirada de "O Mundo dos Animais", Editora Nova Cultural

Classificação:
Filo: Cordados
Classe: Osteichthyes
Ordem: Tetraodontiformes
Família: Molidae
Gênero: Mola
Espécie: Mola mola

O peixe-lua é encontrado no Mar Mediterrâneo, Oceano Atlântico, Pacífico e Índico, que banham o Hemisfério Norte. Seu habitat são os recifes de coral e "florestas" de algas.
Normalmente, é encontrado em águas tropicais e temperadas. É um peixe solitário e de movimentos lentos. Alimenta-se basicamente de águas-vivas, pequenos crustáceos e zooplâncton.
Pouco se sabe sobre a reprodução do peixe-lua. Em algumas localidades, reproduz-se de agosto a outubro. Uma fêmea põe cerca de 3 milhões de ovos por vez. Dos ovos, nascem larvas que sofrem alguns estágios de metamorfose, até se tornarem adultos. Não há cuidado parental envolvido. Acredita-se que viva cerca de 80 anos.
O peixe-lua é importante para o controle biológico da população de águas-vivas. Não está ameaçado de extinção.