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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Gato Mourisco




Imagem retirada de "O Mundo dos Animais", Editora Nova Cultural
Classificação:
Filo: Cordados
Classe: Mamíferos
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Gênero: Herpailurus
Espécie: Herpailurus yagouaroundi

Este felino é conhecido também com jaguarundi. Seu habitat são as florestas tropicais das Américas do Norte, Central e do Sul.
É um felino de hábitos diurnos e excelente caçador. As aves são seu prato favorito, mas pode alimentar-se também de pequenos mamíferos, peixes e répteis.
Geralmente solitário, ocasionalmente é encontrado em casais. Procria durante todo o ano. Sua gestação é de 70 a 75 dias. Pode dar à luz de 1 a 4 filhotes. Os pequenos tem pelagem malhada, que se torna de cor uniforme quando se tornam adultos. Com seis semanas são desmamados, ficando com os pais até os dez meses de idade. Torna-se adulto aos dois anos de idade, podendo viver até os 15 anos.
Infelizmente, o gato mourisco encontra-se em extinção.

Curiosidades:

terça-feira, 6 de maio de 2014

Poraquê

Imagem atualizada. Foto tirada no Aquário de São Paulo.




Classificação:
Filo: Cordados
Classe: Osteichthyes
Ordem: Cypriniformnes
Família: Electrophoridae
Gênero: Electrophorus
Espécie: Electrophorus electricus

O poraquê é um peixe encontrado na Região Amazônica, mais precisamente nas bacias do Rio Amazonas e Orenoco, na América do Sul. Seu habitat são águas com pouco ou com variação grande de quantidade de oxigênio. Assim como o pirarucu, respira oxigênio do ar.
É um peixe serpentiforme que pode atingir até dois metros de comprimento e pesar até 20 quilos. Possui uma cabeça achatada e uma boca com dentes afiados. Alimenta-se de peixes menores e pequenos répteis, capturando-os  após atacá-los com suas famosas descargas elétricas.  Para eletrocutar suas vítimas, utiliza-se de células especiais chamadas eletrócitos, que são fibras musculares modificadas. Além disso, utiliza-se dos eletrócitos para se orientar em águas turvas. As descargas elétricas podem atingir até 1500 volts.
A reprodução ocorre durante a estação da seca. O macho constrói um ninho feito de saliva, onde a fêmea põe cerca de 17000 ovos. O macho defende a ninhada até eclodirem. A longevidade do poraquê no meio selvagem é desconhecida, mas pode viver cerca de 15 anos em cativeiro.

Curiosidades:

  • Podemos comparar o corpo do poraquê com um pilha. A parte da frente de seu corpo tem carga positiva, enquanto sua cauda tem carga negativa.
  • O nome do poraquê tem origem do idioma dos índios tupis e significa "aquele que coloca para dormir".

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Anêmona do Caranguejo Ermitão



Imagem retirada da Internet

Classificação:
Filo: Cnidaria
Classe: Anthozoa
Ordem: Actinaria
Família: Hormathiidae
Gênero: Calliactis
Espécie: Calliactis parasitica 

É encontrada na costa da Inglaterra e da Irlanda. Como o nome sugere, essa espécie de anêmona geralmente vive  associada ao caranguejo ermitão. Pode também ser encontrada sobre rochas ou conchas vazias de moluscos.  Mede cerca de 5 centímetros de comprimento e 8 centímetros de diâmetro.
Usando suas pinças, o caranguejo ermitão, coloca a anêmona em cima de sua concha. Essa associação se torna uma vantagem para ambos os animais. A anêmona, antes imóvel, ganha mobilidade e transporte. O caranguejo ermitão ganha proteção, pois a anêmona tem tentáculos urticantes. Além disso, a anêmona aproveita os restos de alimento que o caranguejo ermitão despreza.
Como todas as anêmonas, a Calliacticis parasitica, se reproduz sexuadamente quando indíviduos adultos masculinos e femininos lançam, respectivamente espermatozóides e óvulos na água. A união dessas células dá origem a uma larva chamada plânula, que após certo tempo se fixa no solo, formando uma anêmona adulta.
A associação ecológica em que os dois animais recebem vantagens chama-se simbiose.

Abaixo uma anêmona Calliactis parasitica associada a um caranguejo ermitão.
Imagem retida de "O Mundo dos Animais", Editora Nova Cultural

sábado, 3 de maio de 2014

Monstro de Gila



Imagem retirada de "O Fascinante Mundo Animal", IMP Online

Classificação:
Filo: Cordados
Classe: Répteis
Ordem: Squamata
Família: Helodermatidae
Gênero: Heloderma
Espécie: Heloderma suspectum



O monstro de Gila é um lagarto, que deve seu nome à bacia do rio Gila, no Arizona , Estados Unidos. É encontrado nos Estados Unidos e no noroeste do México. Seu habitat são as áreas desérticas e semidesérticas.
Predador solitário e de movimentos lentos, alimenta-se de aves jovens e pequenos mamíferos, lagartos, rãs, insetos, minhocas, ovos e carniça. Como boa parte dos répteis, utiliza-se da língua para captar as partículas de odor no ar e localizar suas presas. É diurno na primavera e noturno no verão. Hiberna no inverno. Assim  como os camelos, que armazenam gordura em suas corcovas, o monstro de Gila, a armazena em sua cauda.
Na época do acasalamento, os machos travam lutas ferozes para poder acasalar com as fêmeas. O macho vencedor tenta acasalar com o maior número de fêmeas. Cada fêmea pode pôr de 3 a 13 ovos, em média cinco. O período de incubação é de dez meses. Tornam adultos com cerca de 5 anos de idade, podendo viver cerca de vinte anos.
Infelizmente, está ameaçado de extinção devido à caça e destruição de seu habitat.

Curiosidades:
  • O monstro de Gila é um dos poucos lagartos venenosos. As glândulas de veneno situam-se no maxilar inferior. Quando morde um animal, o veneno é segregado pela boca e entra na ferida aberta pela mordida.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

João de Barro

Imagem retirada de "O Mundo dos Animais", Editora Nova Cultural


Classificação:
Filo: Cordados
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Furnariidae
Gênero: Furnarius
Espécie: Furnarius rufus

Este pássaro é conhecido por construir ninhos feitos de barro. É encontrado em toda a América Latina. Seu habitat são as áreas abertas, como campos, cerrados, pastagens, ao longo de rodovias e em jardins. Também é facilmente encontrado em áreas urbanas. Fequentemente, pousa em postes, cercas, galhos e outros locais que permitam uma visão privilegiada dos arredores. Geralmente vive em casais.
O ninho é construído pelo casal. A matéria-prima principal para a construção do ninho é barro. Porém, não usa apenas barro. Utiliza também esterco e palha para construir um ninho em forma de forno. Mistura os três materiais na construção. A construção do ninho dura de 18 dias a um mês, dependendo da disponibilidade de barro úmido. No interior do ninho há uma parede que separa a entrada e a câmara incubadora, construída para diminuir as correntes de ar e o acesso de possíveis predadores. A cada ano, o casal constrói um ninho novo, geralmente por cima do ninho do ano anterior. A fêmea põe de 3 a 4 ovos com período de incubação de 14 a 18 dias.
O joão de barro alimenta-se principalmente de pequenos invertebrados. Pode se alimentar de formigas, cupins, aranhas, minhocas e moluscos. Pode também comer restos de alimentos humanos, como pedaços de pão.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Abelha das Orquídeas

Imagem retirada da Internet

Classificação:
Filo: Artrópodes
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Família: Apidae

As abelhas das orquídeas são um grupo de insetos conhecido como Euglossini, que ocorrem no Brasil e no restante da América.  São conhecidas 187 espécies distribuídas em cinco gêneros.
São animais importantes no que se refere à polinização. São polinizadores de cerca de 30 famílias de plantas diferentes, incluindo 2000 espécies de orquídeas, daí o nome popular de “abelha das orquídeas”. Polinizam flores que seriam inacessíveis a outros tipos de abelhas. Para isso, utilizam-se de suas longas línguas.
Seus ninhos podem ser aéreos ou em cavidades pré-existentes, presos a galhos ou troncos. Algumas espécies constroem seu ninho no solo, sob cascas de troncos de árvores ou até mesmo dentro de ninhos abandonados de outros insetos sociais. Cada ninho possui células onde são postos ovos, de onde nascerão larvas. Dentro de cada célula é colocado pólen misturado a néctar para nutrir as larvas.
Ao contrário da maioria das espécies de abelhas, muitos dos representantes do grupo Euglossini é solitária. São poucas as espécies sociais.

domingo, 27 de abril de 2014

Lampreia Marinha

Imagem retirada de "O Fascinante Mundo Animal", IMP Online

Classificação:
Filo: Cordados
Classe: Agnatha
Ordem: Petromyzontiformes
Família: Petromyzonidae
Gênero: Petromyzon
Espécie: Petromyzon marinus

Este animal aquático é nativo das regiões costeiras da costa norte atlântica, tanto na América do Norte, como na Europa e no Mar Mediterrâneo. É encontrada em todos os grandes lagos da América do Norte.
A lampreia tem o corpo cilíndrico semelhante a de uma serpente. Possui também sete fendas branquiais próximas à cabeça. Não possui mandíbula, apenas uma boca circular com inúmeros dentes. Para se alimentar, fixa a boca no corpo de sua vítima (geralmente um peixe), como se fosse uma ventosa. Com o auxílio de sua língua e dentes, vai sugando o sangue e outros fluídos corporais de sua vítima.
A exemplo do salmão e do esturjão, passa a sua fase larval em água doce. Sua fase larval dura 7 anos.  Nesta fase, alimenta-se de detritos da água. Após o sétimo ano de vida, migra para o mar. Quando está apta para reproduzir, retorna para água doce. A fêmea põe milhares de ovos. Após a reprodução, geralmente a lampreia morre. Vive cerca de nove anos.
A lampreia tem sido um grande problema para a pesca comercial, pois mata muitas espécies que são importantes comercialmente.

Curiosidades:
  • Em alguns países da Europa e nos Estados Unidos, a lampreia é considerada um prato refinado e é muito apreciada como alimento.