Marcadores

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Cágado Pescoço de Cobra

Imagem retirada da Internet

Classificação:
Filo: Cordados
Classe: Répteis
Ordem: Testudines
Família: Chelidae
Gênero: Hydromedusa
Espécie: Hydromedusa tectifera

Este quelônio é encontrado na Argentina, no Paraguai e no Brasil. Seu habitat são rios e lagos. Recebeu esse nome em razão de seu longo pescoço. Tem hábitos noturnos. Passa o período diurno escondido embaixo de troncos ou na vegetação submersa. Alimenta-se de pequenos peixes e invertebrados.
Apresenta dimorfismo sexual. A fêmea é maior que o macho e possui carapaça e cauda maiores. Desova geralmente durante a primavera e no verão. Põe de 10 a 16 ovos com período de incubação de aproximadamente 180 dias.
Não se conhece muito sobre seus hábitos em vida selvagem.
É muito apreciado para criação em aquários, por ser considerado um animal relativamente dócil. Porém, é considerada por muitos especialistas, uma espécie em extinção.

sábado, 17 de maio de 2014

Papagaio Charão


Imagem retirada da Internet
Classificação
Filo: Cordados
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psitttacidae
Gênero: Amazona
Espécie: Amazona pretrei

O papagaio charão é encontrado no sul do Brasil, ocorrendo atualmente nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. É uma ave que está intimamente ligada às florestas de Araucária, pois se alimenta principalmente das sementes de Araucária. Pode se alimentar também de frutos do pinho-bravo , de guabiroba, guabiju, camboatá, murta,  e gemas florais de ipê-amarelo. Da flora exótica, pode alimentar-se de frutos de cinamomo, nêspera, pera, sementes e gemas florais de eucalipto.
É uma ave que apresenta dimorfismo sexual. O corpo de ambos os sexos é verde, mas o macho possui uma "máscara" vermelha em torno dos olhos e pequenas manchas vermelhas na plumagem. 
Vive em bandos. Forma casais fixos durante toda a vida. Nidifica em cavidades de árvores. São postos dois ovos por vez, com período de incubação de 22 a 24 dias. A fêmea passa a maior parte do tempo incubando os ovos até eles eclodirem. Nesse período é alimentada pelo macho. Os filhotes passam cerca de 53 dias no ninho e depois voam em companhia dos pais para se juntar ao resto do bando.
Infelizmente, o papagaio charão está em extinção devido à destruição das matas de Araucácia, caça e comercialização ilegal e derrubada de mata nativa.

Links:
Projeto Charão, em português

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Tatu Bola

Imagem retirada de "O Mundo dos Animais", Editora Nova Cultural

Classificação:
Filo: Cordados
Classe: Mamíferos
Ordem: Cingulata
Família: Dasyposidae
Gênero: Tolypeutes
Espécie: Tolypeutes tricinctus

Esta espécie de tatu é endêmica do Brasil. Seu habitat são os cerrados e caatingas. É um péssimo escavador. Utiliza tocas abandonadas de outros animais como esconderijo. É conhecido principalmente pelo hábito de se enrolar como uma bola para se defender de inimigos. Tem hábitos predominantemente noturnos. Alimenta-se principalmente de formigas e cupins. Costuma ingerir grandes quantidades de areia, cascas e raízes junto com o alimento.
Durante a época do acasalamento, a mesma fêmea é vista sendo seguida por vários machos. A fêmea dá à luz a geralmente um filhote num período de gestação de aproximadamente 4 meses.
O tatu bola está criticamente ameaçado de extinção em decorrência da caça predatória e destruição de seu habitat.

Curiosidades:
  •  Em 2011, foi feita uma campanha para alertar as pessoas sobre a destruição do meio ambiente e conservação da caatinga e do cerrado.  Com isso, o tatu bola foi escolhido para ser o mascote da Copa do Mundo de 2014. Ele recebeu o nome de Fuleco, que é a junção das palavras "futebol" e "ecologia".

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Mosca Tsé-tsé

Imagem retirada da Internet

Classificação:
Filo: Artrópodes
Classe: Insecta
Ordem: Diptera
Família: Muscidae
Gênero: Glossina

As moscas tsé-tsé são um grupo de insetos caracterizados por serem vetores do protozoário flagelado parasita conhecido como Trypanosoma brucei, causador da "doença do sono". O habitat das moscas tsé-tsé são as zonas rurais com áreas pantanosas, savanas e florestas do continente africano. As moscas desse grupo, tem a reprodução diferente dos outros tipos de mosca. Ao invés de botarem ovos, dão à luz a indivíduos jovens, que são alimentados posteriormente pelos adultos com uma substância nutritiva de consistência semelhante ao leite. Poucas horas após o nascimento, tornam-se pupas (casulos) e em seis semanas torna-se adultos.
Existem 3 espécies conhecidas de mosca tsé-tsé e todas transmitem a "doença do sono". Têm hábitos diurnos. Alimentam-se exclusivamente do sangue de vertebrados. Uma mosca contaminada com o Trypanosoma pica uma pessoa e transmite o parasita para a corrente sanguínea. O protozoário vive na saliva da mosca. Depois da picada, o parasita se espalha pelo corpo da pessoa durante uma a três semanas. O ciclo continua quando moscas que não possuem o Trypanosoma no corpo, picam pessoas que o possuem na corrente sanguínea. Então o protozoário multiplica-se nas glândulas salivares da mosca, recomeçando o ciclo.
Os principais sintomas da "doença do sono" são sonolência, dores de cabeça, febre, sudorese, tremores, dores nas articulações e nos músculos, anemia, edemas, apatia, chegando a problemas neurológicos graves com confusões mentais como medo e alterações de humor e convulsões epilépticas, inflamações no cérebro e nas meninges, e posteriormente, ocasionando o coma e a morte. O diagnóstico é feito através da detecção do Trypanosoma na corrente sanguínea ou na linfa do paciente. Quanto mais rápido o diagnóstico e o tratamento, mais chances o paciente tem de sobreviver. Uma vez que o parasita atinge o sistema nervoso central, as chances de sobrevivência do paciente diminuem consideravelmente.
Repelentes e erradicação da mosca tsé-tsé são boas medidas profíláticas. Deve-se tomar bastante cuidado com transfusões de sangue, embora raro, o Trypanosoma pode ser transmitido também dessa maneira.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Tucano de Bico Preto



 Se quiseres conhecer outra espécie de tucano, clique aqui.


Imagem retirada do jornal "Folha de São Paulo", 27/07/2017

 
Classificação:
Filo: Cordados
Classe: Aves
Ordem: Piciformes
Família: Ramphastidae
Gênero: Ramphastos
Espécie: Ramphastos vitellinus

O tucano de bico preto é encontrado no Brasil (Amazônia, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco e Alagoas), Guianas, Venezuela e Bolívia. Seu habitat são as florestas úmidas.
Vive em bandos de tamanhos variados, mas não muito grandes. Alimenta-se basicamente de frutos, mas pode também comer insetos, aranhas, ovos e filhotes de outras aves.
Faz seu ninho em cavidades de árvores, a cerca de 10 metros do chão. Põe de dois a quatro ovos com período de incubação de 18 dias. A fêmea choca os ovos sozinha, sendo alimentada pelo macho durante esse período.
Felizmente, esta espécie de tucano não está em risco de extinção.

Curiosidades:
  • O imperador D. Pedro I ordenou a caça do tucano de bico preto na Floresta da Tijuca até a extinção, para usar as penas na confecção seus mantos. Graças à ação de biólogos na década de 1970, a espécie foi reintroduzida no Rio de Janeiro.

domingo, 11 de maio de 2014

Stegodyphus lineatus

Podemos dizer que essa mãe do reino animal dá a vida, literalmente, pelos seus filhos!
Postagem comemorativa de Dia das Mães. Espero que gostem! Abraços a todas as mães!

Imagem retirada da Internet
Classificação:
Filo: Artrópodes
Classe: Arachnida
Ordem: Araneae
Família: Eresidae
Gênero: Stegodyphus
Espécie: Stegodyphus lineatus

Esta espécie de aranha é encontrada na Europa, desde a Espanha até o Tajiquistão. Seu habitat são as áreas arbustivas dessas regiões. Normalmente solitárias, são aranhas que constroem teias. Alimenta-se de insetos.
Após o acasalamento, a fêmea devora o macho. Os ovos são postos na teia e a mãe defende ferozmente os ovos até que eles eclodam. Assim que os filhotes nascem, a mãe regurgita parte de seu alimento para os pequenos. Quando os filhotes completam um mês de idade, a mãe permite que os filhotes injetem enzimas digestivas nela e a devoram. Após a mãe ser devorada, os filhotes começam um ato de canibalismo. Devoram uns aos outros e os mais fortes sobrevivem. Após 5 semanas aproximadamente, os filhotes deixam o ninho.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Iguana Marinha



Imagem retirada de "O Fascinante Mundo Animal", IMP Online


Classificação:
Filo: Cordados
Classe: Répteis
Ordem: Squamata
Família: Iguanidae
Gênero: Amblyrhynchus
Espécie: Amblyrhynchus cristatus

Este réptil, parente próximo da iguana verde, é encontrado nas ilhas Fernandina, Santa Fé, Santiago, Santa Cruz e Marchena, do arquipélago de Galápagos, a oeste do Equador.
A iguana marinha é o único lagarto que habita o mar. Alimenta-se de algas verdes e algas vermelhas. Para se alimentar, mergulha no mar. No resto do dia, fica nas praias rochosas tomando sol e aquecendo o corpo.
Procria de dezembro a março. Nessa época, os machos travam ferozes batalhas para acasalar com o maior número de fêmeas. Após o acasalamento, a fêmea afasta-se e põe seus ovos num buraco cavado especialmente para esse fim. São postos de 2 a 4 ovos, com período de incubação de 89 a 120 dias. Quando os filhotes eclodem, não são cuidados pelos pais. Por volta dos 4 a 5 anos de idade, se tornam adultos podendo viver por volta de 30 anos.
Infelizmente, a iguana marinha está ameaçada de extinção.

Curiosidades:

  • Como boa parte dos vertebrados marinhos, a iguana marinha possui uma glândula de sal, que serve para eliminar o excesso de sal que o animal ingere. Esta glândula está situada próximo às narinas.